não era morte de homem, mas ela não via. não era o tal incomensurável amor, era o medo que a movia. percebem a diferença? não existe essa entrega, ou existe? perguntei ansiosa. o café do M não ajudava os aflitos. era escuro, sujo, com baratas correndo paredes acima. só ali havia a privacidade necessária aos jovens. era ali que despejávamos as nossas dúvidas existenciais, longe da V e do Z e da tonta da S tão preparada que estava para se tornar a I(2).

dando uma gargalhada e voltando a encher-nos os copos (só bebíamos Muralhas fresquinho…havia todo um mundo vinícola que só descobriríamos mais tarde), tornando o ambiente de alguma forma familiar, a A olhou-me e recordando a história que mais nos impressionou na altura, perguntou-me: o que se passou de facto com a I?, só estavas cá tu, a I, a J, a V e o Z. como é que ela conseguiu vencer o Z? isso espanta-me …. acho que só o amor, aquele cego, que nos faz seguir sem questionar faria alguém entregar-se assim…ou era doida (sorrindo)! sei que te irrita que lhe chame doida…existem doidos, tens que acreditar nisso algum dia

não existem doidos,  existem actos irreflectidos que são provocados por situações extremas. a I tinha medo desde pequena. acho que nem saberia viver sem ele. já dizia o O’Neil,  “Ah o medo vai ter tudo, tudo ,(Penso no que o medo vai ter , e tenho medo, que é justamente o que o medo quer)”…é todo um processo.

a E? perguntei,  não vem?  isto não é o mesmo sem uma terceira opinião…voltamos amanhã…agora podemos

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